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Tipo do documento: Dissertação
Título: Nietzsche e Heidegger em torno do Abismo
Título(s) alternativo(s): Nietzsche and Heidegger regarding the Abyss
Autor(es): Silva, Iago Vieira Ribeiro da
Orientador(a): Moraes, Francisco José Dias de
Primeiro membro da banca: Moraes, Francisco José Dias de
Segundo membro da banca: Mees, Leonardo
Terceiro membro da banca: Mattioli, William
Palavras-chave: Nietzsche;Heidegger;metafísica;Abismo;Ser;an-arquia;metaphysics;Abyss;Being;an-archy
Área(s) do CNPq: Filosofia
Filosofia
Idioma: por
Data do documento: 10-jun-2025
Editor: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Sigla da instituição: UFRRJ
Departamento: Instituto de Ciências Humanas e Sociais
Programa: Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Citação: SILVA, Iago Vieira Ribeiro da. Nietzsche e Heidegger em torno do Abismo. 2025. 109 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2025.
Resumo: Investigamos a confrontação entre Heidegger e Nietzsche em torno da metafísica e da figura do Abismo, entendida como experiência-limite do pensamento. Hei- degger inscreve Nietzsche como o último metafísico, reduzindo sua crítica a uma inversão interna à tradição. Contra essa leitura, o trabalho propõe que Nietzsche opera uma recusa mais radical, propondo um pensamento abissal, anárquico e afirmativo, que não busca novo solo, mas assume a ausência de fundamento como sua condição básica. Heidegger, ao contrário, mesmo propondo a superação da metafísica, reconduz o pensamento a uma nova escuta do Ser, ainda comprome- tida com certa orientação providencial. A dissertação mostra que a divergência entre ambos ultrapassa a definição de metafísica, constituindo uma disputa pela própria possibilidade do pensamento e do humano após a metafísica. Pensar o Abismo revela-se, assim, uma questão decisiva para o porvir
Abstract: This dissertation investigates the confrontation between Heidegger and Nietzsche regarding metaphysics and the figure of the Abyss, understood as a limit-experi- ence of thought. Heidegger positions Nietzsche as the last metaphysician, reduc- ing his critique to an internal inversion of the tradition. Against this reading, the work argues that Nietzsche enacts a more radical refusal, proposing an abyssal, anarchic, and affirmative thought that does not seek new ground but embraces the absence of foundation as its basic condition. Heidegger, in contrast, even while proposing the overcoming of metaphysics, redirects thought toward a renewed listening to Being, still marked by a certain providential orientation. The disserta- tion shows that their divergence exceeds the definition of metaphysics, constitut- ing a dispute over the very possibility of thought and of the human after metaphysics. Thinking the Abyss thus emerges as a decisive question for what is yet to come
URI: http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25937
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