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Title: Dimorfismo sexual associados aos músculos Peitoralis abdominalis e Obliquus externos em anfíbios anuros
Authors: Rainha, Raíssa do Nascimento
metadata.dc.contributor.advisor: Silva, Helio Ricardo da
metadata.dc.contributor.members: Silva, Helio Ricardo da
Santos, Raoni Rebouças
Abrunhosa, Patrícia Alves
Keywords: Anatomia
Seleção sexual
Canto de anúncio
Issue Date: 13-Jul-2017
Abstract: O dimorfismo sexual secundário em anfíbios anuros é comumente associado às diferenças morfológicas associadas ao tamanho corporal, presença de saco vocal, glândulas dérmicas, excrescências nupciais ou calos córneos nos dedos e no peito, e volume muscular nos braços, peito e morfologia da laringe. Comportamentos também apresentam diferenças entre machos e fêmeas, como na morfologia. Em geral, os machos defendem território e emitem vocalizações, podendo essas caraterísticas de algum modo ser correlacionadas. A vocalização é uma atividade de sinalização essencialmente dos machos e envolve, além de um ciclo respiratório peculiar, com enchimento dos pulmões e do saco vocal, o uso de músculos da parede do corpo, que causam variação de volume e pressão do ar, resultando na circulação do ar entre os pulmões, laringe, cordas vocais, boca e saco vocal. Neste estudo, procuramos averiguar se alguns dos músculos associados à respiração e ao canto são sexualmente dimórficos. Para tal, dissecamos machos e fêmeas de diferentes espécies e comparamos a espessura dos músculos m. pectoralis abdominalis e m. obliquus externus de machos e fêmeas das famílias Bufonidae (1sp), Craugastorinae (1sp), Cycloramphidae (1sp), Leptodactylidae (3sp), Hylidae (2sp), Hylodidae (1sp). Esses músculos foram escolhidos após observação de filmes das espécies vocalizando, onde ficou aparente o papel dos mesmos na movimentação do ar durante a emissão do canto de anúncio. Nossa hipótese é de que, como nos machos esses músculos desempenham papel distinto, durante as emissões sonoras, eles deveriam ser maiores (o que foi inferido indiretamente pelo volume muscular). O resultado da comparação confirmou nossa hipótese de que existe dimorfismo muscular para as espécies Rhinella ornata, Haddadus binotatus, Thoropa miliaris, Physalaemus soaresi, Physalaemus signifer, Boana albomarginata e Boana faber, sendo a musculatura nos machos mais espessa que nas fêmeas em ambos os músculos. A espécie Hylodes asper e Leptodactylus latrans apresentaram esses músculos com espessura semelhante nos dois sexos. O canto trinado exemplificado nos vídeos da vocalização de R. ornata e T. miliaris evidencia maior atividade dos músculos laterais do tronco. Como essas espécies apresentam dimorfismo, com os músculos dos machos mais espessos, a mecânica da emissão do canto parece estar associada ao dimorfismo nesses músculos. Indiretamente, para as espécies que apresentam dimorfismo, podemos inferir que a movimentação dos músculos seja semelhante entre espécies para as quais não se conhece filmes da emissão dos cantos.
URI: http://repositorio.im.ufrrj.br:8080/jspui/handle/1235813/2746
Appears in Collections:Monografias do Curso de Biologia

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