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    <title>Repositório Colecção:</title>
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    <title>Encontro produtivo e ancoragem territorial: coordenação e relações firma-território em arranjos produtivos agroindustriais</title>
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    <description>Título: Encontro produtivo e ancoragem territorial: coordenação e relações firma-território em arranjos produtivos agroindustriais
Autor: Leite, Tasso de Sousa
Resumo: O tema do desenvolvimento local e regional vem ocupando um lugar cada vez mais central na agenda de pesquisadores e formuladores de políticas. O ressurgimento deste tema no Brasil tem se expressado, por exemplo, no crescente uso das noções de cluster e arranjos e sistemas produtivos locais. Uma característica comum a estas noções é a idéia de que a aglomeração geográfica de atividades econômicas de um mesmo setor, ou de setores correlatos, é capaz de produzir efeitos bastante dinâmicos para as economias regionais. Ao influenciar a localização de novas empresas ou atividades, a aglomeração se converte, portanto, em um importante fator para o crescimento econômico. Assim, o estudo do tema da localização das atividades econômicas adquire um interesse renovado na literatura sobre desenvolvimento regional, que se expressa principalmente em uma retomada da discussão sobre a importância das economias externas e em uma crescente preocupação com as questões relacionadas com a coordenação das atividades econômicas em um dado território. A proposta desta tese consiste em focalizar estes temas a partir de dois aspectos fundamentais: as relações entre empresas e território e as formas de coordenação das relações entre os atores. As referências empíricas para a discussão destes temas são os arranjos produtivos agroindustriais (APAs) do Oeste Catarinense e do Sudoeste Goiano. Para a construção do referencial teórico da tese buscou-se um diálogo entre as abordagens da economia territorial e entre estas e as teorias da firma, resultando em uma análise dos APAs a partir das noções de encontro produtivo e ancoragem territorial. A partir deste diálogo, filtrado pelo referencial teórico da economia da proximidade, procedeu-se a uma análise da constituição dos APAS como resultado de um encontro produtivo entre firma e território. Este encontro produtivo é mediado pela ação coordenada dos atores, que funciona como mecanismos de ativação dos recursos do território. A análise da constituição do APA do Sudoeste Goiano, a partir da noção de ancoragem territorial, permitiu compreender que a expansão territorial das firmas agroindustriais não se caracteriza como um processo de desterritorialização, ao contrário, trata-se da implementação de uma estratégia competitiva fundada na busca de uma múltipla territorialização.</description>
    <dc:date>2004-08-31T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25903">
    <title>“O banco dos réus está vazio!”: tribunais populares e as disputas por memória e justiça frente à violência no campo nos anos finais da ditadura</title>
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    <description>Título: “O banco dos réus está vazio!”: tribunais populares e as disputas por memória e justiça frente à violência no campo nos anos finais da ditadura
Autor: Oliveira, Luíza Antunes Dantas de
Resumo: São chamadas de tribunais populares, ao longo desta tese, as ações de protesto realizadas na&#xD;
forma de julgamentos dedicados a crimes não reconhecidos formalmente pelo sistema de justiça&#xD;
ou por ele tratados de forma incompleta, pouco satisfatória, de acordo com as vítimas e&#xD;
familiares. Em geral, os tribunais são realizados por movimentos sociais e outras organizações&#xD;
valendo-se dos rituais da jurisdição estatal para fazer denúncias, ouvir testemunhas, identificar&#xD;
responsáveis e anunciar posições em determinados processos políticos. A tese se volta para as&#xD;
experiências realizadas pelos movimentos sociais do campo durante a abertura e transição&#xD;
política no Brasil, denominados Tribunal da Terra e Tribunal Nacional dos Crimes do&#xD;
Latifúndio, nos quais se julgaram casos de assassinatos deflagrados em razão de conflitos&#xD;
agrários, apurando-se também responsabilidades sobre outras formas de violência no campo.&#xD;
Os tribunais de protesto são assumidos como terreno empírico para refletir sobre os usos do&#xD;
Direito no repertório de confronto que marcou as disputas pela democratização, valendo-se de&#xD;
lentes de análise que interconectam a Sociologia Política e a Sociologia do Direito. Pressupondo&#xD;
que as formas de mobilização política do direito pelos movimentos sociais do campo durante a&#xD;
transição política guardam estreita relação com usos e sentidos sociais cultivados ao longo da&#xD;
Ditadura Empresarial-Militar (1964-1985), a reflexão dialoga com as pesquisas em torno das&#xD;
especificidades da repressão política no campo, bem como os efeitos da ditadura sobre as&#xD;
formas de organização e resistência das populações camponesas. Ao final, são apontados quatro&#xD;
usos de protesto do Direito referidos ao período ditatorial e que concorreram para a realização&#xD;
dos tribunais populares objeto da tese: “no espaço das leis”, “antijudiciário”, “para redefinir as&#xD;
leis” e “em nome da justiça”. Trata-se de uma pesquisa qualitativa realizada a partir de&#xD;
entrevistas e de análise de conjunto de documentos históricos oriundos de diferentes acervos.</description>
    <dc:date>2025-04-29T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25891">
    <title>Rincões de pobreza e desenvolvimento: interpretações sobre comportamento coletivo</title>
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    <description>Título: Rincões de pobreza e desenvolvimento: interpretações sobre comportamento coletivo
Autor: Fialho, Marco Antônio Verardi
Resumo: Este trabalho trata do processo de desenvolvimento de duas localidades rurais no município de Canguçu/RS a partir da compreensão da complexidade do contexto das relações sociais as quais estão integradas. As pessoas dessas localidades, na grande maioria, caracterizam-se pela miscigenação entre descendentes de portugueses, índios, negros e espanhóis, pela agricultura de base familiar e pelos estigmas atribuídos à origem étnica. O objetivo deste estudo foi analisar o processo de desenvolvimento das localidades rurais a partir da observação e compreensão do comportamento humano em interação no tempo e no espaço, procurando percebê-las como coletividades (sociedades locais) em contínua relação com o ambiente, num processo aberto e interdependente. Para a sua realização utilizamos tanto da pesquisa bibliográfica e de fontes secundárias, como de observações e entrevistas abertas em pesquisa de campo. Com base na bibliografia sobre a história do Rio Grande do Sul, tratamos de descrever e analisar o processo de ocupação e formação do território rio-grandense, atentando para aspectos comportamentais do gaúcho, traços que podemos identificar, relativamente, com os observados nas sociedades estudadas. Na pesquisa de campo, estimulando a memória popular local, abordamos aspectos do passado e do presente, experiências vividas que nos ajudaram a elucidar questões relacionadas ao processo de desenvolvimento das sociedades, atentando para a relação deste (processo de desenvolvimento) com elementos comportamentais da sociedade local – transformações de mentalidade decorrente da ampliação do horizonte social. Dentre os resultados merecem destaque: a) a representação de ser humano inferior, atribuída aos descendentes de portugueses, índios, negros e espanhóis, foi construída ao longo do processo de desenvolvimento, na produção e reprodução de hierarquias sociais com diferenciais de poderes; b) a construção de identidades está relacionada com os diferenciais de poderes, qualificando ou desqualificando grupos sociais no imaginário social; c) a atribuição de estigmas a grupos sociais inferiorizados produz, na psique destes, mecanismos que impõem limites ao desenvolvimento social; d) a expansão das relações sociais qualifica grupos marginalizados ao desenvolvimento social; e) a (auto)valorização social pelo conhecimento (informação) e pelo reconhecimento das capacidades (por exemplo, produtiva) aparelha (ou municia) grupos sociais estigmatizados para contra-estigmatizar, produzindo sentimentos (auto-estima, confiança, etc.) que contribuem para a ampliação das conquistas sociais.</description>
    <dc:date>2005-08-17T00:00:00Z</dc:date>
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  <item rdf:about="http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25883">
    <title>A territorialidade da ocupação e utilização da terra e os espaços da agricultura familiar no Estado do Paraná</title>
    <link>http://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/25883</link>
    <description>Título: A territorialidade da ocupação e utilização da terra e os espaços da agricultura familiar no Estado do Paraná
Autor: Poubel, Marilda Bueloni Penna
Resumo: Esse estudo segue a linha teórica da reafirmação do espaço na teoria social crítica, desenvolvida em estudos da Sociologia e da Geografia Humana por pensadores como Henri Lefebvre, Anthony Giddens, Neil Smith e Eduard W. Soja. O objeto de estudo é o padrão de ocupação e utilização da terra dado pela agricultura, cuja investigação foi motivada pela identificação em imagens de satélite de padrões de agricultura do sistema familiar em meio ao predomínio do padrão da agricultura produtivista do sistema capitalista. Apesar de apontarmos o desequilíbrio de forças na ocupação e utilização da terra através da idéia de territorialidade, argumentamos que os padrões da agricultura familiar não podem ser tratados como residuais. Investigamos e apresentamos esses padrões sob a luz do conceito analítico da dialética sócio-espacial e do conceito propositivo da multifuncionalidade da agricultura. Então, enquanto mostramos a insustentabilidade ambiental, econômica e social da agricultura produtivista que vem impondo seu padrão de ocupação e utilização da terra, revelamos os padrões da agricultura familiar como testemunhos de uma persistente racionalidade social que tem motivações próprias e que é capaz de influenciar o rumo da agricultura produtivista. Trazendo à tona os conflitos e as contradições entre essas racionalidades, defendemos a tese de que um resultado da ordem pretendida com a modernização agrícola sob o paradigma produtivista é  a desordem sócio-espacial da ocupação e utilização da terra, que avança sobre as  diferentes zonas de paisagens naturais com a territorialidade da agricultura dirigida para grandes mercados, da qual podemos destacar três grandes problemas que se relacionam com a agricultura familiar:  o comprometimento dos seus espaços, a degradação do meio ambiente, e a turbação dos espaços urbanos. Para a reversão desses problemas propomos um novo olhar sobre as contribuições que a agricultura familiar tem a dar ao desenvolvimento sustentável. Ao fazermos isso abrimos a possibilidade de não só deixar de submetê-la a uma racionalidade econômica, e também não só deixá-la seguir numa racionalidade social, mas nos permitir que ela nos ajude a transcender para uma racionalidade ambiental reunindo espaço e sociedade.</description>
    <dc:date>2005-12-12T00:00:00Z</dc:date>
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