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  <title>Repositório Colecção:</title>
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  <updated>2026-08-02T00:32:22Z</updated>
  <dc:date>2026-08-02T00:32:22Z</dc:date>
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    <title>O barroquismo ludopédico na encruzilhada entre o virtual e o real: a gamificação do esporte-espetáculo e a europeização do futebol brasileiro</title>
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      <name>Bastos, Romero Jasku</name>
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    <updated>2026-07-22T11:41:59Z</updated>
    <published>2025-12-03T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título: O barroquismo ludopédico na encruzilhada entre o virtual e o real: a gamificação do esporte-espetáculo e a europeização do futebol brasileiro
Autor: Bastos, Romero Jasku
Resumo: O presente trabalho tem como principal objetivo refletir sobre a relação entre a “gamificação” do&#xD;
esporte-espetáculo e a “europeização” do futebol brasileiro. No rastro do processo de globalização&#xD;
e espetacularização do futebol, conduzido em benefício e no interesse das equipes europeias,&#xD;
assoma à superfície uma disputa simbólica que coloca frente a frente dois tipos de discursos. Em&#xD;
linhas gerais, são eles: (i) de um lado, debatendo-se diante da impotência em relação à correlação&#xD;
de forças na atual conjuntura, marcada por intensa e ininterrupta comunicação entre culturas de&#xD;
&#xD;
todos os cantos do planeta proporcionada pela revolução tecnológica da informação, encontram-&#xD;
se as narrativas que associam “europeização” com “modernização”, enfatizando os ganhos&#xD;
&#xD;
provenientes da mundialização e liberalização do mercado da bola, relativizando a existência de&#xD;
escolas nacionais de futebol e condescendendo com a formação de comunidades de fãs estruturadas&#xD;
a partir de relações desterritorializadas entre torcedores e clubes; (ii) de outro lado, os relatos que&#xD;
rechaçam a “modernização” e suas consequências como uma ameaça à verdadeira identidade do&#xD;
futebol brasileiro, em que a tônica recai, muitas vezes, sobre as “vantagens do atraso", perceptível&#xD;
tanto nos argumentos que condenam como “ilegítimos” os laços dos brasileiros com times&#xD;
estrangeiros – relacionando-os com a falta de fibra moral característica de “caçadores de glórias”,&#xD;
para os quais o sucesso em campo e o glamour das estrelas e dos campeonatos da Europa são mais&#xD;
importantes e sedutores do que a fidelidade às raízes –, quanto nas alegações que conectam o&#xD;
“futebol-arte” com o “jeitinho brasileiro” – “o peculiar modo nacional de livrar-se de problemas,&#xD;
ou de falsificá-los”, de tal maneira que estes problemas não sejam vistos como obstáculos a serem&#xD;
superados, mas, no limite, como condições fundamentais para manutenção e reprodução das bases&#xD;
&#xD;
culturais e materiais da escola brasileira de futebol. Essas formações discursivas são a matéria-&#xD;
prima da investigação que se busca realizar aqui. Assim, com base no exame crítico desses&#xD;
&#xD;
discursos, intenciona-se discernir nessas visões de mundo o que há de ideológico e o que há de&#xD;
utópico nas representações e soluções que cada uma delas propõe para resolver os desafios&#xD;
colocados pela comunicação excessiva entre sociedades e culturas cada vez mais conectadas. Para&#xD;
levar a cabo esta investigação, propõe-se fazer uma interpretação de caráter dialético dos discursos&#xD;
de diferentes atores e agências sobre os meandros dos processos de formação das identidades&#xD;
culturais do futebol, tendo como interlocutores intelectuais, jornalistas, dirigentes, técnicos,&#xD;
&#xD;
jogadores e torcedores etc. Ocupando um lugar especial na análise dos discursossobre o “futebol-&#xD;
espetáculo”, os jogos eletrônicos muitas vezes estão no centro das discussões, ora sendo&#xD;
&#xD;
apresentados como pivôs da “modernização”, ora como promotores da “aculturação”. De qualquer&#xD;
maneira, os jogos eletrônicos são, eles próprios, formações discursivas. Levando isso em&#xD;
consideração, assume-se, aqui, que os jogos eletrônicos são um tipo de texto que possui uma&#xD;
estrutura narrativa e um sentido preferencial, além de um inconsciente. Nessa direção, trata-se de&#xD;
explorar as contradições inerentes às visões de mundo em questão no tocante ao modo como elas&#xD;
interpretam as transformações e as perspectivas do futebol no Brasil e no mundo diante da&#xD;
“gamificação” do “esporte-espetáculo”. Com efeito, tem-se que a tarefa primordial da análise&#xD;
crítica das formações discursivas em tela é, antes e acima de tudo, jogar luz sobre suas dimensões&#xD;
utópicas. A hipótese central deste trabalho é a de que estas dimensões utópicas emergem como&#xD;
sintomas do choque de narrativas “que são ao mesmo tempo distintas, simultâneas e antagônicas”.&#xD;
É, então, sob a forma de sintoma, insinuando-se por entre as lacunas da ordem simbólica, que o&#xD;
“real” se revela. Depreende-se disso que apenas uma “leitura sintomal” do cenário sob escrutínio é&#xD;
capaz de identificar as dimensões utópicas e ideológicas inerentes a ambas as visões de mundo.</summary>
    <dc:date>2025-12-03T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>Tem que ter foice e enxada: memórias dos trabalhadores rurais de Meruoca.</title>
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      <name>Sousa, Juliana Marques de</name>
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    <updated>2025-09-30T05:07:03Z</updated>
    <published>2024-12-16T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título: Tem que ter foice e enxada: memórias dos trabalhadores rurais de Meruoca.
Autor: Sousa, Juliana Marques de
Resumo: A tese tem como tema a configuração da luta de classe e a trajetória de trabalhadores sertanejos,&#xD;
e o campo de investigação é a cidade Meruoca, localizada no interior do Ceará, cujo sujeito&#xD;
analítico compreende o trabalhador meruoquense, suas práticas e suas subjetividades. Nesse&#xD;
sentido, considero que a experiência de classe e os conflitos que a definem foram&#xD;
reconfigurados no capitalismo contemporâneo, ocorrendo a destituição de marcadores de&#xD;
interesses antagônicos e gerando subjetividades ambíguas, uma identidade de classe&#xD;
desmanchada. Ademais, são elaboradas, nos direitos sociais e trabalhistas ou na ausência deles,&#xD;
as subjetividades de classe – linguagem que conta o conflito de uma vida inteira marcada por&#xD;
regimes de exploração, precarização e subalternização. Portanto, essa é a relação social que&#xD;
defendo com as margens da classe trabalhadora.</summary>
    <dc:date>2024-12-16T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>O bônus que precariza: a desvalorização do trabalho docente  no arranjo federativo.</title>
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      <name>Avila, Clarice de Freitas Silva</name>
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    <updated>2025-09-23T05:17:59Z</updated>
    <published>2024-12-20T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título: O bônus que precariza: a desvalorização do trabalho docente  no arranjo federativo.
Autor: Avila, Clarice de Freitas Silva
Resumo: O trabalho “não-material” que produz ideias, conceitos, símbolos, hábitos, atitudes, habilidades,&#xD;
executado pelo/a professor/a, encontra-se precarizado no mundo do trabalho. Alguns dispositivos&#xD;
contribuem para esse processo e propusemo-nos a analisar a política de bonificação como um&#xD;
mecanismo que acrescenta valores aos vencimentos dos/das docentes, mas sua racionalidade é&#xD;
incapaz de alterar uma ordem estrutural relacionada ao tripé da valorização do magistério que&#xD;
elencamos como sendo a carreira, o salário e as condições de trabalho. Outrossim, dar tratamento&#xD;
a esta temática, que consideramos inovadora e desafiadora, pode ajudar a responder sobre a&#xD;
necessidade de detectar os efeitos sociais do mecanismo da bonificação sobre o trabalho dos/das&#xD;
professores/as. Com a pretensão de examinar múltiplas abordagens de dados, neste estudo,&#xD;
empregamos as “Matrizes multimétodos” a partir da ideia de provisoriedade da pesquisa. Assim&#xD;
como não há medida estabelecida para o entendimento das homogeneidades, da diversidade e da&#xD;
intensidade das informações necessárias a um adequado trabalho de pesquisa, igualmente não&#xD;
existe um ponto de saturação definido, mas sim, um resultado provisório dessa “geração do&#xD;
material” que contribuirá para a construção de significados. O trabalho docente, cada vez mais,&#xD;
passa a ser determinado pelo Sistema Capitalista que exerce poder sobre as vidas através de um&#xD;
rosto e sobre a educação pelo processo de mercantilização, que se materializa em mecanismos&#xD;
como a bonificação salarial. A pesquisa trabalhou com dados a partir do estado do Rio de Janeiro,&#xD;
pioneiro na implementação da política de bonificação e, com mais três municípios do estado:&#xD;
Itaboraí, Valença e Barra do Piraí, revelando que, para a carreira docente, o mecanismo de&#xD;
bonificação surge como uma espécie de controle disciplinar dos corpos dos/as trabalhadores/as da&#xD;
educação, regulando as faltas, os afastamentos e o desempenho das Unidades Escolares. Além de&#xD;
não ser incorporado aos vencimentos dos professores e das professoras, a bonificação tende a&#xD;
substituir o Plano de Cargos, Carreira e Salários. Está em jogo a força de trabalho docente versus&#xD;
o seu valor mensurado em forma de bônus. A lógica mercantilista precifica o trabalho produzido&#xD;
pelo/a docente por um valor bem menor em relação ao valor obtido se fosse implementado o Plano&#xD;
de Cargos, Carreira e Salários.</summary>
    <dc:date>2024-12-20T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>Ser feminista e se relacionar com mulheres: política, afeto e sexualidade em uma perspectiva geracional</title>
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      <name>Zanetti, Julia Paiva</name>
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    <updated>2025-08-12T05:06:22Z</updated>
    <published>2025-05-28T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título: Ser feminista e se relacionar com mulheres: política, afeto e sexualidade em uma perspectiva geracional
Autor: Zanetti, Julia Paiva
Resumo: Este trabalho tem como objetivo investigar a conexão entre ser feminista e se relacionar afetiva&#xD;
e sexualmente com mulheres. Um conjunto de pesquisas tem apontado que nos últimos anos os&#xD;
movimentos feministas ganharam maior proporção no cenário público e que, paralelo a isso,&#xD;
houve também um aumento no número de pessoas que se identificam como lésbicas, bissexuais&#xD;
e trans entre suas militantes, sobretudo entre as mais jovens. Entendendo que o processo de&#xD;
politização promovido pelos feminismos leva a uma problematização dos padrões de&#xD;
comportamento tradicionalmente esperado das mulheres, o que impacta também a construção&#xD;
de si, observo como este processo favorece a ampliação do campo de possibilidades das&#xD;
feministas, com especial interesse nas relações entre mulheres. Assim, analiso os sentidos de&#xD;
ser feminista, como este engajamento influencia experiências pessoais de afeto e sexualidade e&#xD;
como questões relacionadas à diversidade sexual e de gênero têm sido abordadas pública e&#xD;
coletivamente pelo movimento. Para isso, além da observação participante de atividades do&#xD;
movimento feminista no Rio de Janeiro e em Bogotá, de um mapeamento de organizações e&#xD;
coletivas/os feministas brasileiros, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com&#xD;
feministas dos dois países, ainda que aqui sejam priorizadas as realizadas com aquelas do Rio&#xD;
de Janeiro. As narrativas apresentam os feminismos como uma forma de ver o mundo, que&#xD;
produz questionamentos e rompimentos, que levam a um maior respeito aos próprios desejos&#xD;
e, desta forma, a viver de forma mais plena. Este processo possibilita também se fortalecer para&#xD;
viver, reconhecer e/ou se abrir para a possibilidade de um relacionamento afetivo-sexual com&#xD;
mulheres, o que gera mudanças identitárias, na forma de se relacionar consigo mesma e com&#xD;
sua/seu parceira/o. Se a associação entre feminismos e lesbianidade foi historicamente usada&#xD;
como acusação, aqui observa-se que este cenário mudou, há relatos inclusive de certo&#xD;
desconforto de algumas feministas com a própria heterossexualidade. A presente investigação&#xD;
ainda evidencia como questões relacionadas à diversidade sexual e de gênero têm avançado no&#xD;
movimento feminista, mas também na cena pública, principalmente entre a juventude.</summary>
    <dc:date>2025-05-28T00:00:00Z</dc:date>
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